Quatro arquétipos ou um?

Como o conjunto arquetípico PODE DAR base à essência de uma marca.

Como o conjunto arquetípico PODE DAR base à essência de uma marca.

O livro "O Herói e o Fora-da-Lei", de Margaret Mark e Carol S. Pearson, é uma das boas leituras sobre o uso de arquétipos para compreender a essência das organizações que, por serem vivas e diversas, podem ser vistas e representadas por um combinado de arquétipos.

Em geral, as organizações têm um arquétipo predominante e mais três arquétipos complementares. Na metodologia da Valente, utilizamos essa visão sugerida pelas autoras para trazer para a superfície como aquela biografia empresarial se construiu, ajudando o grupo gestor a enxergar a personalidade mais genuína e possível para aquela realidade.

Os 12 arquétipos representam forças psíquicas e motivacionais que combinadas ajudam a compreender porque alguns caminhos são mais naturais para aquele negócio. Ajudam a construir diferenciação e compreender os aspectos genuínos do negócio.

Arquétipos compartilhados tem mais aderência a estratégia


O grande salto no uso dos arquétipos está em compartilhar essas 12 imagens com quem está envolvido na direção do negócio e com o projeto de marca. Essa definição, quando arbitrária dificilmente ganha vida e importância.

É importante que haja uma compreensão e uma identificação conjunta do conjunto de arquétipos por todos: consultoria de marca + grupo gestor. Essa tomada de consciência coletiva transforma a direção estratégica que será escolhida no projeto.

O conjunto arquetípico de uma marca

E na prática, como usar?

  1. Conhecer os arquétipos é um primeiro passo. Uma visão de como cada uma dessas personalidades atua, permite perceber como cada organização se move. Os inegociáveis, atitudes e visões dão as pistas dos arquétipos presentes.

  2. Depois de reconhecidos, os quatro arquétipos mais visíveis passam por uma avaliação e no grupo do projeto entendemos qual o arquétipo proeminente, ou seja, qual está a frente e até qual pode estar a frente diante do mercado e clientes que se espera aproximar.

  3. Os três demais arquétipos, por prioridade, trazem a força complementar que habita a cultura organizacional, a gestão e a entrega.

  4. Essa combinação entre Guia e Tempero quando legitimada, permite olhar cada estratégica e ação tática de uma nova perspectiva: um contorno mais claro de como aquela marca pode caminhar de forma coerente e ativa em prol de seu resultado.


Os benefícios práticos na metodologia da Valente


Essa ferramenta entra como mais um facilitador da compreensão da biografia com um olhar sistêmico de fácil compreensão. Quando o grupo gestor abraça a sua personalidade e vontades com consciência, os ganhos práticos para o negócio são quase que imediatos:

  • Alinhamento entre promessa e entrega. Discurso externo seja respaldado pela prática interna.

  • Clareza de tom de voz. As diretrizes de linguagem surgem com naturalidade para expressar a essência da marca.

  • Respeito às fases de maturidade. A organização evolui naturalmente seu posicionamento conforme o negócio se transforma.

  • Prevenção aos desvios de rota: Ajuda o grupo gestor a evitar posturas ou incoerências na ação e na estratégia que ainda virá.


Cada marca é um organismo vivo que se transforma a todo tempo


Olhar para os arquétipos sob essa perspectiva ampla é honrar a trajetória que a sua empresa construiu até aqui. Ainda assim, é aquela ideia de somar para-brisa com retrovisor: olhar para frente honrando aquilo que já foi aprendido. A marca tem a possibilidade de amadurecer a cada ciclo e às vezes, os arquétipos mudam também. Afinal, o globo gira e as marcas giram junto. O importante é seguir olhando, reconhecer quando é tempo de olhar de novo.

Se você sente que a sua comunicação hoje já não tem traduzido o momento e a maturidade da do seu negócio, talvez seja a hora de recalibrar essa bússola.

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