A qual categoria sua marca pertence?

É possível que você já tenha ouvido falar que é importante que sua empresa tenha diferenciais para se destacar. Também já deve ter ouvido sobre dezenas de negócios que mudaram sua história quando conseguiram ser percebidas por suas características únicas. Esse olhar para os negócios de sucesso é legítimo, mas o que pouco percebemos é que tais organizações também se esforçam para serem reconhecidas pelos consumidores como opção válida naquela categoria.

Isso significa que além de trabalhar para ter seus pontos de diferenciação, a marca também se esforça para ter seus pontos de paridade com a categoria.

Ou seja, ela investe para ser considerada “boa o suficiente”, para ter a sua entrega clara para o cliente e adequada a categoria que pertence.

No livro “Gestão Estratégica de Marcas”, Kevin Keller fala sobre a importância dos pontos de paridade como um conjunto de associações que são compartilhadas com outras marcas. Mesmo que a paridade não seja a única razão pela qual o cliente vai escolher a sua marca, a falta dela pode ser o motivo pelo qual ele vai deixar de considerar sua empresa como uma opção naquele segmento.

Na prática, a paridade pode ser qualquer característica que é comum à uma categoria, como por exemplo embalagem, qualidade do produto, pontos de contato com o cliente, ou até o que elas comunicam. É como se um banco de varejo não comunicasse seu internet banking, por exemplo. Hoje em dia é muito difícil considerarmos escolher um banco se não conseguirmos fazer as operações do dia a dia pela internet.

A  Yellow , recém chegada em Curitiba, se propõe a facilitar a forma com que as pessoas andam na cidade. Eles se utilizam de de elementos já conhecidos na categoria (paridade): aplicativo, forma de funcionamento, relação com alguma cor. (Foto por Curitiba Cult)

A Yellow, recém chegada em Curitiba, se propõe a facilitar a forma com que as pessoas andam na cidade. Eles se utilizam de de elementos já conhecidos na categoria (paridade): aplicativo, forma de funcionamento, relação com alguma cor. (Foto por Curitiba Cult)

Em outras palavras, seu negócio precisa parecer com alguma coisa. Se a oferta ao mercado for completamente diferente de tudo o que o cliente chave conhece, possivelmente ele ficará com medo ou desconfiado, aí então é preciso muito mais conversa e tempo para que ele possa entender o produto e sua proposta de valor.

Na Valente acreditamos que ao ampliar a visão em relação a mercado, clientes e empresa apoia a tomada de decisão e o olhar estratégico para saber onde investir os esforços. Quer conversar sobre como ampliar a visão do seu negócio?  Fale com a gente.

Lidianne Hupfer